AFINAL, para que(m) serve o TEU conhecimento???
um muro da UFRGS, tempos atrás.
Afinal, conhecimento serve para quê?
Ou para quem?? A resposta está em cada um. Como uma digital, é pessoal
e intransferível. Antes de mais nada, é interessante se questionar o que é
este tal conhecimento, em qual conhecimento se baseia a dita pergunta...
Deduzo que seja o conhecimento do próprio colégio, aquela segunda
casa na qual passamos grande parte de nossa infância e toda a adoles-
cência...
Engraçado pensar que eu, que hoje valorizo tanto estes estudos,
que amargo a ideia de não ter me esforçado mais e me dedicado à escola
da forma como ela merecia (e eu também), a menos de 15 anos não lia nada
daquilo que escrevia no caderno caprichosamente escolhido no começo
do ano, só folheava o livro que recebia do colégio para cheirá-lo (mania
estranha que trago até hoje) ou para ouvir o farfalhar das folhas, sem me
dar o trabalho de enxergar a matéria que havia ali, mesmo que ela valesse
nota. Era tão mais fácil pedir aos colegas mais inteligentes para coloca-
rem nosso nome em um trabalho que nem ao menos sabíamos do que se
tratava, ou pedir o resumo do amigo para fazer o nosso próprio resumo
em cima dele (na verdade, copiava um parágrafo, pulava o próximo e
fazia uma conclusão que nada tinha a ver com o assunto). E a típica
correria para tentar decorar a matéria da prova que seria dada dali a
uma hora???? Ler a mesma frase mil vezes rezando para que a mesma
virasse uma das questões. De mais a mais, o colégio era só farra, correria
no recreio, pegação nos corredores e panelinhas pipocando aqui e ali.
Percebo que não dava a devida importância ao conhecimento que os
professores sofregamente tentavam colocar em dezenas de cabeças-oca
que ocupavam as classes em sua frente. E sabe o que é mais lamentável?
É o fato de que nós, adolescentes, achávamos o máximo levar esporro
pelas conversas demasiadas, dávamos risada com os outros quando
tirávamos uma nota vermelha, mesmo que por dentro o medo de dar a
prova à mãe para que fosse assinada ocupasse até os nossos sonhos.
Decorar, não copiar, não ler, não levar à sério, era cool. Hoje percebo
como era uma babaca ignorante.
Estou concorrendo a uma bolsa do PROUNI na PUCRS, para o curso
que é meu sonho: Jornalismo. Bem, rezo para que dê certo, mas se não
der, penso seriamente em voltar para o Julinho, colégio de onde - aliás -
eu nunca devia ter saido antes de estar formada. Aposto que desta vez
darei o devido valor, pois depois da adolescência e suas crises fica
mais fácil perceber a real importância de certas coisas...
Voltando ao assunto do conhecimento... bem, eu acho que o que
sabemos vale mais para nós mesmos, embora isso se reflita de forma
positiva em nosso meio. Estes dias li uma pichação em um muro que dizia
"podem tirar tudo de você, menos o que você sabe". Nossa, essa máxima
é a mais pura verdade. Adquirimos conhecimento, experiências, maturida-
de para nosso próprio uso-e-fruto. Não importa o tanto que você sabe,
pois como canta Charlie Brown Jr., "saber muito é muito pouco", o canal é
estar sempre se renovando, se atualizando com os fatos que rodeiam
nosso mundinho, nossa comunidade, nossa cidade, nosso país ou o
mundo como um todo. Usamos nosso conhecimento para nós mesmos,
mas isso não nos impede de espalhar esse tal conhecimento por ai.
E por favor, agora aos alunos de 1ª série do Fundamental até
o 4º ano do Ensino Médio, vamos otimizar esse tempo, prestar atenção
nas aulas e quando ao menos souber responder qual matéria estão
tendo na última semana sim, vamos aproveitar! Porque um dia fui como
vocês, e hoje penso com tristeza na formatura que não tive, no Certificado
de Conclusão que talvez não merecesse e aos 25 anos de idade amadure-
ço a ideia de voltar aos bancos da escola, com a pirralhada de 15, 16 e
17 anos que tenho vontade de jogar pela janela do ônibus que pego
pela manhã ao ir trabalhar!
"Galéri" (profe Thiago, vou sentir sua falta! Ainda bem
que tenho o teu face!), um pouco mais de cultura pelo amor de Deus!
De nada vale uma frase tão legal num muro polêmico se o conhecimento
a que se refere o questionamento ocupa a minoria das cabeças de quem
a lê???
Postado por Gysaaa_ às 8:53:00 PM 0 comentários
Desmistificando a Maternidade (precoce)
corpo". Nossa, há muita verdade nisso.
Ser mãe é muito além do que mostram os meios de comunicação quando
chega perto o domingo dedicado a nós.
Claro que tem (ou deveria ter) o afeto, os carinhos, os beijos e abraços e
a felicidade constante e inabalada, mas a perfeição acaba aí.
Até está passando uma propaganda muito interessante que fala dos
dissabores que este imensurável sentimento nos oferta em troca da
felicidade extrema da maternidade, dentre eles o mais temido de todas
nós: o dia em que eles irão embora.
Ser mãe é sentir a dor incontrolável da educação, do bate-boca
interminável quando se tem de explicar que a criança não pode ser
teimosa, que tem que cumprimentar as pessoas e não se enconder entre
nossas pernas, que ela precisa comer sem sujar metade da casa.
Ter o coração aos pedaços ao ouvir o choro quando os colocamos de
castigo, quando necessitamos negar algo para eles aprenderem a dar
valor ao dinheiro, ou mesmo a queixa dengosa de que quase não paramos
em casa, pois trabalhamos o dia inteiro e em certos casos -como o
meu- ainda temos aula a noite. Ficar com peso na consciência depois de
mostrar que o mundo não é sempre só alegrias, ter que encarar o olhar
magoado ou a cabeça baixa quando não podemos comprar algo que eles
desejam porque não temos dinheiro para aquilo no momento, e pior ainda:
engolir em seco quando eles dizem 'não tem problema, mãe, eu entendo'...
Queria poder dar tudo para minha filha, desde todos os bens materiais até toda a atenção do mundo. Mas é impossível negar que
nossos bichinhos custam dinheiro, para se alimentar, vestir, brincar..., e
por isso precisamos nos ausentar, deixar vazio aquele espaço que nos
tempos da minha avó eram preenchidos o dia inteiro com os gritos e
mimos das mães. Bons tempos aqueles...
Minha filha está no colégio, 3ª série (meu orgulho!), e fico com o coração
na boca quando ela tira uma nota vermelha, ou tem alguma bronca com um
coleguinha (já sofri Bullying -quando ainda não era assim tão manjado- e
presto atenção para ela não passar por isso também...), ou quando troca
o nome do meu marido pelo do tal Mauricio, um colega 'bonitinho'(segundo
suas próprias palavras) que ela não para de falar, ou quando ela reclama
que não tem roupas bonitas para ir à aula...
Tenho ciumes do Justin Bieber, Luan Santana e Restart, a qual ela admira
tanto, mas me vejo com o mesmo brilho nos olhos quando, anos atrás,
me falavam das Chiquititas, Backstreet Boys e Leonardo DiCaprio, e
percebo que só não volto a ser criança por apenas um detalhe.
E é aí que me dou conta que nossos filhos nos dão essa oportunidade
mágica: poder voltar a ser criança, com brincadeira de crianças e
falando como crianças sem precisar nos preocupar em parecer ridículas,
pois temos a célebre desculpa: sou mãe.
Existem mil desafios a serem enfrentados, e sei que enquanto a
adolescência for se aproximando, os problemas irão só aumentar e a
preocupação tomar conta de todos os meus sentidos.
Não sei se sou uma boa mãe, as vezes acho que sou meio maluca,
talvez tão infantil quanto a Mel, mas me sinto mãe quando penso que um
dia ela vai crescer, vai viver sua vida e vai me deixar. Logo eu, que
quando ela era nenê queria que ela crescesse logo, agora não quero
mais ver mudanças, quero estacionar tudo como está e impedir seus
peitos de continuarem crescendo, ou tirar as dúvidas perturbadoras de
sua cabecinha... Me sinto mãe quando levanto todos os dias para
trabalhar encontrando motivação nela, que também levanta cedo como eu
para ir à aula, e quando saio cansada do serviço e vou para a aula
-pensando em ir embora- penso que isso é para ela ficar orgulhosa de mim
um dia, dar bom exemplo e principalmente, ter condições de dar tudo o
que tiver ao meu alcance para que ela seja uma pessoa do bem, podendo
estudar até quando quiser sem precisar do sacrifício de trabalhar e
estudar.
Me sinto mãe quando ela me abraça e me beija e me diz toda melosa que
me ama e que não vai me deixar nunca. E mesmo que eu não tenha tanta
disposição para 'rasgação de seda' ás vezes, isso me dá a maior alegria
do mundo, sem ao menos encontrar uma boa definição para o que sinto...
Ser mãe tem seus prazeres e seus desafios, e de tudo o que escrevi
aqui e tenho vivido no dia-a-dia, de uma coisa eu tenho me dado conta:
ser mãe é mesmo padecer no paraiso...
Postado por Gysaaa_ às 8:50:00 PM 0 comentários
Efemeridades..
como haviam sido outrora. A efemeridade das coisas paira sobre nossas
vidas, impossibilitando o amanhã de ser igual ao que foi o hoje. Isto seria
bom, não fosse a confusão que causa em nossos sentimentos meramente
humanos.
Há situações em que o coração e/ou os sentidos tem de dar
espaço a algo mais sólido e próximo do real. É dolorido? É, é sim. Mas é
também necessário, visto que nem sempre as escolhas que fazemos
visando o bem sentimental são as corretas, ou as mais seguras. Talvez
nossa real necessidade seja nos autofirmar perante uma situação atípica,
mostrar a nós mesmos que quebrar tabus e transgredir regras faz parte
da vida e do autoconhecimento.
Mas sabe, depois que se faz isso pela primeira vez perde um pouco o
sentido de agir novamente da mesma maneira. Acabam-se aí as
desculpas. Há quem diga que o ser humano está em constante reciclagem
e muda conforme o 'meio', adaptando-se assim às dificuldades e tendo
mais facilidade para interagir com os outros e consigo mesmo.
Sim sim. Blá-blá-blá! Mas estou farta destas especulações!
Quero saber o motivo de ficar - talvez ser - tão confusa. Se algo nos
faz bem, então por que o questionamos?? E se sabemos que uma coisa
não está certa, por que insistimos em pensar nela? Sim, porque o
pensamento é um demônio interno que temos de enfrentar todo santo dia,
e é claro que isto faz parte de toda a droga de autoconhecimento
que já citei 'n' vezes aqui.
Uns me diriam "hey, vá em frente, que mal há em se conhecer um
pouquinho??". Mas sei que não é assim. Quando outras pessoas
estão em jogo, qualquer movimento tem de ser friamente calculado.
Não sei se isso faz parte das regras, mas não há como passar por cima
de sentimentos alheios sem ferir os meus próprios. Não há jeito,
tenho que aprender a deixar de lado o que me atormenta, porque se
faz isso deve ser porque de alguma forma é nocivo pra mim...
As vezes penso "mas que se dane tudo! Quero mais é extravasar!!!"..
Mas e se eu me ferir?? Não podemos dar força a certas ideias, senão
elas acabam por te engolir, e quando a vida está boa, não nos resta
outra saida a não esquecer, e não apenas fingir que esqueceu, o que nos
faz pirar.
Seria algo simples e indiscutível se toda a ação não dependesse
exclusivamente do coração da gente... mas vamos seguindo adiante,
que ainda temos muito a aprender sobre autocontrole, e cada conflito
nada mais é que a escola da vida, nos aplicando uma prova surpresa e
sem consulta...
Postado por Gysaaa_ às 8:44:00 PM 0 comentários
...E tudo se supera...
Tiro uma força descomunal de onde nem me recordava mais haver... e mais uma vez eu me supero... quantas vezes um coração pode ser partido e continuar a bater???
Chega de obscuridade e dores ininteligíveis em meu interior... que venham agora os arco-íris brindar meu mais novo 'eu' refeito, novinho em folha, com sentimentos reavaliados - embora não superados por completo (ainda)- e novo ânimo de encarar a vida!!! \o/
E então faz-se a luz.
Postado por Gysaaa_ às 8:38:00 PM 0 comentários
[Des)igualdades
Ontem ele comentou que os cursos mais questionadores (como História, Geografia e Jornalismo), o Estado recolheu ao bairro Agronomia. Assim dificulta a possibilidade de uma manifestação, já que o Campus do Vale e da Saude ficam quase em Viamão, tão distante do centro de Porto Alegre...
Fiquei viajando nas ideias dele... e não é que faz sentido??
Não a questão geográfica - da qual não discordo em absoluto -, o que me chamou a atenção foi a ideia dos cursos, dos questionamentos, das manifestações...
Tudo bem, meio mundo está careca de saber que Jornalismo é a minha praia, aliás, antes de qualquer coisa, quem me convenceu disso foram meus próprios amigos e conhecidos, isso na época em que ainda queria fazer vestibular para medicina. Imagina! Medicina, logo eu! Enfim, mas mesmo depois de ter me decidido pela carreira dos meus sonhos, nunca tinha percebido a importância da curiosidade na minha vida. Sim, sou questionadora ao extremo. Todos os dias me pego pensando em porque o mundo é assim, em como viemos parar aqui e nos motivos que nos levaram a deixar isso acontecer. Uma constante crise existencial, não apenas acerca de mim, mas do mundo todo. É um questionamento amplo, uma visão geral de um todo que me rodeia. Claro que se formos fracionar (odeio esta palavra porque me lembra matemática! Existe coisa mais prática e sem graça que matemática?? 2+2 é igual 0 e ponto final. Não há espaço para questionamentos mais profundos. Perdoem-me os colegas das exatas, mas sabe como é, essa tal liberdade de expressão...) esta grande questão, daí surgirão diversas duvidazinhas, mas não quero adentrar neste campo delicado.
O Maurinto (grande Maurinto! Baita professor e puta ser humano!) também explicou mais ou menos o quanto nossa civilização está a um tênue véu da barbárie. Usou o ótimo Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, para exemplificar. Até me deu vontade de tornar a ler este livro... no intervalo troquei uma ideia com uma colega sobre o contexto e disse a ela que o que se pode dizer desta obra do Saramago é exatamente o que se vê ao folhear rapidamente o livro: sem diálogo, linguagem crua, clara e direta. Dá a impressão de que o autor engatou na primeira e foi embora. A vontade que tive ao começar a ler também foi esta: não precisar parar de ler até o final do livro. Alguns conhecidos acharam o texto cansativo, massante. Para mim foi extremamente revelador. O caos que o livro reproduz é o mais próximo do que acredito que será o nosso futuro. Eu diria fim dos tempos, mas analisando mais tecnicamente, o termo que melhor se encaixa deve ser algo como 'recomeço dos tempos'. Como dizia minha avó, 'a dor ensina a gemer', e é fato que nos tornamos mais humanos em momentos de fatalidade. Basta abrir o jornal e ler sobre as catástrofes que vem se abatendo sobre os quatro cantos. Sempre têm os heróis anônimos, pessoas que se sacrificam em nome de outras, ou nem precisam morrer, né?! As ondas de doações que enviamos a outros estados após enchentes e deslizamentos, o choque e vontade de ajudar países arrasados pelas mais variadas tragédias naturais, o luto em massa em compadecimento das famílias que perderam suas meninas no massacre do Realengo. Tudo isso me faz pensar que o ser humano não pode ser assim tão ruim, e que talvez o fim de certos recursos que nos dão comodidade e a queda dos muros que ao longo da vida fomos construindo em torno de nós possa ser o pontapé inicial para uma espécie de Reforma Mundial, ou algo que o valha. Pode ser apenas uma utopia, mas quem sabe a humanidade aflore depois da tempestérie?
Mas como tudo, estas informações na qual me baseio também têm uma contrapartida: como pode ser tão fácil catar roupas, alimentos e calçados e mandar à pessoas em outros estados e cidades, e ser tão penoso estender a mão ao mendigo que dorme na calçada da nossa rua? O que o cara que pede um lanche no sinal tem de pior do que o outro que perdeu tudo numa enchente ou terremoto? Só porque ele talvez não tome banho? Porque cheire mal e não se expresse corretamente com a lingua portuguesa? Quem sabe o discriminamos porque o comparamos a um molambo humano, que vai de lixão em lixão se alimentando dos restos que 'generosamente' colocamos no lixo de casa. Mas como sabiamente explicou meu professor, como podemos cobrar a mesma percepção de vida de uma pessoa que vive à margem da sociedade? Aliás, que sociedade? Pode-se chamar sociedade quem põe fogo em homossexuais? Ou quem atira água fervendo em crianças moradoras de rua (esta eu li no livro "Abusado", do meu ídolo Caco Barcelos)? Talvez os políticos que nos roubam e nos enrolam descaradamente todos os dias, muitas vezes visto à exaustão em rede nacional? Que sociedade errática e distorcida esta em que vivemos, meu Deus? Onde vamos parar se continuarmos assim? Quem sabe em cenas como no filme O Livro de Eli, visão apocaliptica mais real do que o chão se abrindo e engolindo Manhatan. Matar por um pouco de água saloba me parece mais razoável do que tsunamis de 100m de altura. Perdoe meu raciocínio pouco otimista, mas esta é a mera opinião de uma jovem que nem graduação possui ainda.
Inacreditável como homens que outrora inventaram a roda e conseguiram dominar o fogo (e sobreviveram em condições muito menos propícias que as atuais) regrediram a tal ponto em que se faz necessário uma revanche da Natureza, depois de tanto levar 'porrada'. Inacreditável, aliás, é pouco. Nos tornamos bárbaros outra vez, e desta vez sem razão, pois a ignorância de antigamente já perdemos a muito tempo. Hoje somos capazes de coisas que deixariam nossos ancestrais de cabelo em pé. Não quero me estender (mais) neste assunto, isso daria um caderno inteiro (se isto fosse um caderno). Mas viram como sou questionadora? Não é qualquer resposta que me satisfaz, ou opinião que me convence. Tenho uma percepção apurada das coisas, aliás, a mesma percepção que minha filha de 8 aos possui. A mesma percepção que todos temos se pararmos para pensar na merda que está sendo feita. Guerras motivadas por poder e dinheiro, como na Líbia e no Rio de Janeiro (basta de negar que o Rio está em Guerra civil, é inútil diante do que vemos horrorizados, todos os dias, na televisão), o grande abismo que há entre as classes sociais, o mundo se encaminhando lentamente para algo desconhecido e assustador, pessoas matando outras por motivos fúteis. Não precisa de terremotos, tornados e mais nenhuma intervenção da natureza, vamos nos matar uns aos outros, e os que sobreviverem, Deus tenha piedade de nós. Que ironia, em plena Globalização, onde estamos conectados com o resto do mundo a um clique do mouse, é justamente agora que estamos cada vez mais sós, mais enjaulados em nossos mundinhos paralelos. E é essa solidão, essa falta de humanidade, que vai acabar por nos destruir, e nos fazer começar do zero. Termino com a sábia frase de João Guimarães Rosa, que encerra o livro Grande Sertão: Veredas. Não saberia me expressar melhor...
"O diabo não existe não, senhor. O que existe mesmo é o homem humano"
Postado por Gysaaa_ às 8:36:00 PM 0 comentários
Dos [Pre]Conceitos da Sociedade
O professor Maurinto começou falando sobre Taxas de Natalidade e Mortalidade, fez uma linha comparativa de 1990 até hoje e tomou partido em um assunto. Antes de começar, ele disse que não precisávamos concordar com o que ele dissesse, mas explicou que é impossível ficar neutro quando se trata de certos conceitos e já se desculpou antecipadamente caso viesse a ofender os príncipios de alguns dos cerca de 80 cabeças-oca que povoavam a sala de aula.
Pois bem, esforçava-se ele para nos explicar sobre as diferenças entre medidas anticoncepcionais de 40 anos atrás e os dias de hoje, e tocou num ponto delicado: disse que a superpopulação não pode ser responsabilizada pela miséria em que se encontra maior parte dos habitantes atualmente, muito embora nos sintamos obrigados a pensar assim. Pois um cara - por exemplo - que ganha 900 reais mensais, tendo 2 ou 6 filhos, ganhará o mesmo salário. O Estado, no caso, não tiraria de outro para pagar-lhe melhor por causa dos filhos a mais. O que ocorreria seria a falta de recursos para sustentá-los a todos, mas tecnicamente não poderíamos julgar quem tivesse um número 'x' a mais de crianças comparado a um casal que vive em um país superdesenvolvido.
Uma garota de boina e cabelos encaracolados no fundo da sala se manisfestou enfurecida: "Mas se são pobres, porque fazem filhos como ratos?". A expressão talvez não tenha sido bem essa, mas a ideia que passou a todos, pela forma de colocar a frase, deixou subentendido. O professor gentilmente disse: "Como é fácil julgar o próximo quando estamos numa posição confortável na sociedade, tendo o que comer, vestir, calçar e onde dormir. Pode até ser errado ter muitos filhos quando a renda não dá o devido sustento nem ao casal, mas isso é um problema social que não temos o direito de criticar, não ajudamos em nada então não devemos olhar com desprezo. O que é preciso é informação e condições humanas de vida à essa gente".
Bem, formou-se então a Polêmica! A sala virou um pandemônio, uns tomando o partido da garota e outros criticando-a.
Bem, na hora me enfureci com a garota e a Cris e eu trocamos ideia de como ela foi inumana e insensível. Quando se fez a calmaria, me pus a pensar. No dia-a-dia somos tão inumanos e insensíveis quanto a dita. Somos os mesmos que fingimos dormir quando um idoso entra na condução, os mesmos que viram a cara ou ficam morrendo de medo quando um morador de rua se aproxima de nós, os mesmos que ficam horrorizados quando se mostra em rede nacional uma familia com 9 crianças passando fome e tendo que comer sopa de capim. Sim, somos assim. Nos dizemos seres evoluidos e queremos ser uma potência de Primeiro Mundo, mas nos voltamos apenas aos próprios interesses e viramos a cara para a quantidade esmagadora da população que vive na rua.
Se pensarmos com um bocado de sentimento no coração, veremos que não somos ninguém para julgar a pessoa que vive de forma inferior à nossa. Como cidadãos, deveríamos oferecer a mão, uma oportunidade de emprego ou uma clínica de recuperação séria e gratuita. Mas não. Nos omitir é muito mais confortável. Chegamos no aconchego de nossas casas, tomamos um banho quente, comemos uma janta que talvez possa não ser a melhor, mas para quem não tem nada, até um arroz com ovo pode parecer um banquete. Depois dormimos em uma cama confortável e temos a segurança de no dia seguinte nosso emprego estar nos esperando, no mesmo lugar, e com a mesma promessa de salário no fim do mês.
Falta emprego, falta saúde, falta educação. Só não falta preconceito, violência, subvivência. Como disse meu sábio professor, a menos de 3 quilômetros de nós vivem bichos (alguém já leu aquele poema "O Bicho", de Manuel Bandeira?), que se alimentam na imundicie do nosso lixo, sobrevivem com a imensa quantidade de latinhas de Coca-Cola que jogamos diariamente nas ruas e vestem nossos trapos rasgados, batidos, desbotados. Tudo o que não nos serve mais, para eles é luxo. Eles não sabem o que é civilização, muitos não têm nem banheiro, e acabam vivendo à margem da sociedade.
E aí vem uma 'bruaquinha' (desculpe!) de classe média-alta, vestida à la Beyoncé dizer que as pessoas são pobres porque querem (ela também insinuou isso no calor da discussão) e que se reproduzem porque querem terminar de ferrar com o Brasil. Ela diz isso, mas tenta mostrar que se preocupa com o futuro do país e que só está defendendo uma tese. Diz que pensa assim mas que tem pena destas pessoas. Enquanto nesse momento deve estar na Dimato's ou na Tok comprando uma calça de R$300,00 e virando a cara para uma criança que pede seu McDonald.
Ok, sou radical mesmo. Admito que talvez eu mesma faça isso milhares de vezes ao ano (exceto a parte da calça de R$300,00, infelizmente), porque é assim: nos acomodamos no lado bom da sociedade. Nos resta esperar que o Governo dê um jeito nestas pessoas, distribua camisinhas, anticoncepcionais e invista em campanhas 'parrudas' de incentivo a 'pouca prole'. Mais ainda? Mais do que já fazem? É preciso ir de casa em casa, barraco em barraco, conversar com cada mulher e menina e dizer que elas podem manter relações o quanto quiserem, e para isso seu útero não precisa ser uma loteria. Elas têm que saber que possuem liberdade e autoridade sobre seu corpo, que não precisam ter um filho a cada ano e daí sim ensinar as formas de se evitar a Alta Taxa de Fecundidade na periferia. Mas falta tempo para tudo, né?!
A minha colega reclama mas tem parte neste problema social, assim como eu que em vez de fazer algo apenas escrevo neste blog, e você que o está lendo enquanto poderia estar na Vila São José conscientizando as pessoas, e todos nós que giramos ao redor do próprio umbigo. Se poderíamos estar ajudando e não estamos, ao menos não olhemos de 'revesgueio' - como diria minha avó - para quem é menos privilegiado que nós.
E para minha colega de curso, um recado:
É muito fácil julgar os outros quando se está embaixo de um ar condicionado e sentado numa poltrona confortável de um curso pré-vestibular que os pais provavelmente pagam, ou dentro de uma calça de grife e com inúmeros carimbos no passaporte. Filhinha, o mundo vai muito além do conforto do teu quarto.
Isso serve para nós também, que não somos nada mas adoramos arrotar os defeitos dos outros.
Postado por Gysaaa_ às 8:32:00 PM 0 comentários
Baby, Baby, não adianta chamar, quando alguem está perdido procurando se encontrar...
Não estou dizendo que é ruim. Também não estou dizendo que é bom. É bom e é ruim, na verdade. Bom porque já era esperado que isso fosse acontecer, mas ruim é a dor, o vazio, o constrangimento, a ideia enjoativa de saber que fomos levianos e pagamos de otários. Mas a oferta era tão interessante, parecia haver mesmo algo de sólido e de mágico... A ilusão é foda. Ela vai tomando conta bem de mansinho e quando tu te dá por conta já era, seus atos já não te pertencem mais.
Desejar uma coisa improvável e saber que já está fadado a ter que esquecer ela é o fim. Agora, tu precisar esquecê-la bruscamente, é como se tu tivesse algo sendo arrancado aos trancos e barrancos, bem lá do fundinho do teu espírito.
O ser humano é mesmo muito estúpido! Estou tristemente contente e aliviada. É mole? Aff, cada ano de vida que sobrevivo aprendo mais e mais das fraquezas humanas. Nossos pontos fracos são sempre o alvo das miras alheias. Por que será?
Como já cantava Renato Russo:
"Tem gente que está do mesmo lado que você mas deveria estar do lado de lá. Tem gente que machuca os outros, tem gente que não sabe amar. Tem gente enganando a gente, veja a nossa vida como está. Mas eu sei que um dia a gente aprende, se você tiver alguém em quem confiar...
Confie em si mesmo, quem acredita sempre alcalça."
Confiar em nós mesmo parece tão fácil... embora acredite nisto, as vezes temos que admitir que não estamos em nosso melhor momento para nos valermos de todo e nos sentir autossuficientes.
Agora digo eu, que não sou poeta, cantora, e mesmo não estando à altura de R.R, tenho experiência de vida o suficiente para dizer com firmeza: as pessoas são cruéis!!! Elas saberão te ferir, se quiserem (ou precisarem). E vão te ferir! Nós nunca estamos preparados para ouvir aquilo que não queremos.
Palavras são duras como pedras e machucam mesmo se forem ditas com a delicadeza e suavidade de uma flor.
Gente, sinceridade é tudo! Fingir ou enganar, não importa o motivo, lugar, momento, intenção, não é o canal. Porque um dia a pessoa descobre, e aí de nada valeu os esforços que te fizeram parecer tão legal antes. Agora, tu vai ser só mais um no meio de tantos iguais. E isso não é cool...
Eu sei que foi o melhor que poderia ter acontecido. Eu não teria culhão para suportar mais tempo sem surtar. Mas né, os sentimentos movem 99,9% do meu ser, então preciso tirar toda essa frustração e pô-la em algum lugar, para dividir o peso dessa porra!
Eu poderia estar escrevendo um livro. Acho que minhas confusões e minha criatividade me autorizam a pensar nisso... mas ainda bem que tenho um blog, essa ideia de 'diário' é mais confortável quando o assunto é exposição íntima...
Que Deus me ajude. Que Ele me dê força para suportar, me dê entendimento para compreender, me dê a liberdade e devida coragem para esquecer, e amor-próprio para deixar que vá embora...
Postado por Gysaaa_ às 8:22:00 PM 0 comentários
...Triste eu era, agora acabou!!! \o/
Deixa no teu passado essas agruras, essas novas desilusões, que tu ainda tem espaço para mais tantas!
O sofrimento é um conceito bobo de um sentimento patético que deixamos nos tomar conta! Ora, somos donos do nosso nariz, como podemos deixar algo abstrato nos dominar assim??
De forma alguma!
Me recuso a perder mais um dia sem sorrir, sem brincar, sem pensar em coisas boas. A vida taí, cara! Para de sofrer que eu já tô me irritando contigo, seu babaca! Tu faz planos e aí quem se ferra sou eu né, esperto?! Basta!
Tenho muito pra gargalhar, para interagir com meus amigos, e ó! tem vestibular daqui a alguns meses! Se orienta! Esquece bobagens à toa e pensa em aritmética, trigonometria, Japão, RJ, células e botânica, Machado de Assis e regras de acentuação. Se não na hora da prova tu vai ter um piripaque!
Ok, sério. Sei que não é por mal, mas acontece que eu tô meio de saco cheio, sabe. Nostalgia e tristeza, não mais! Tô só por curtir agora! Quem gostar de mim assim, que ótimo, porque é essa quem eu sou. Quem não gostar, faça melhor, querido(a)! Vou tratar de cuidar da minha vida da forma como ela tiver que ser, e esquecer um bocado o que me faz mal... Ambição é ótimo em certos casos, mas neste já deu tudo o que tinha que dar...
Isso, coração, te ergue deste buraco meu filho, eu te ajudo! Já tive um diálogo sério com a Razão e a gente resolveu te dar uma mãozinha... Força na peruca e 'é nóis'!!! :P
(Esclarecendo: nem sempre quando o coração sofre, significa que seja por amor... meu coração sentimental vai muito bem, obrigada. O que está em frangalhos é aquela parte que planeja e idealiza situações e coisas mais 'materiais'. como casa, emprego, estas coisas...)
Postado por Gysaaa_ às 8:09:00 PM 0 comentários
#GiseleDaDeprê
Não sei o que fazer com os dias que ficaram mais longos, com as noites que escureceram de repente (e que parecem muito mais curtas), com o desânimo para levantar cedo e pensar que à noite tenho as porcarias de aula de física e matemática que me matam de tédio. Que vou chegar na casa onde estou 'acampada' temporariamente (desde dezembro) e ver a mesma bagunça, a mesma desorganização, mesmo depois que passou apenas um dia de eu ter me virado do avesso para deixar tudo no lugar.
Quero só dormir...
Não apenas no sentido figurado, tipo 'dormir e esquecer da vida, das pessoas e do mundo...'. Não, eu quero dormir de dormir mesmo, para descansar, pois parece que fazem uns 20 anos que não deito a cabeça no travesseiro.
Estou estressada, exausta, e agora deu para me dar enxaqueca, coisa que eu nem sabia o que era, o máximo que sentia era dor de cabeça comum nos dias de TPM. Não tenho tido paciência para conversar (para conversar, meu Deus!), mal posso manter os olhos abertos quando estou em casa. Meu marido diz que quando deito eu desmaio. Coitado! E ainda diz isso com pena nos olhos...
Não era isso que queria deste ano. Prometi dormir menos, me estressar menos, ver motivação em cada manhã que eu acordasse, pensar no futuro cada vez que o cansaço batesse à porta. Mas não estou conseguindo.
Vejo meu serviço com outros olhos agora. Não tenho mais tanta motivação, já chego cansada e me irrito ou me entristeço por pouco. Quantas vezes eu chorei semana passada? Quanto tempo fazia que eu não chorava como sábado, aos gritos e soluços? Quanto tempo fazia que o que pessoas estranhas (que não têm o menor poder sobre mim) me diziam não me afetava?
Tô me sentindo vulnerável...
E sem rumo, sem objetivo...
Existe coisa pior?
Caraca, queria tirar um tempo só, para pensar, me organizar e voltar com tudo. Mas não disponho deste tempo, o caminho que preciso percorrer é longo e ainda falta muito para chegar à metade dele. Tenho que encontrar motivo e qualquer coisa que me motive a levantar todos os dias e pensar 'lá vou eu!', algo que não me dê a sensação de estar dando voltas e voltas no mesmo lugar...
Acho que estou mesmo é precisando de um porre dos bons, uma caixa de bombom só para mim e uma boa cama assistindo sessão da tarde...
Tudo vai se ajeitar...
"Baby, Baby, não adianta chamar, quando alguém está perdido procurando se encontrar..."
Postado por Gysaaa_ às 8:04:00 PM 0 comentários
A Prazerosa Arte de Ignorar
Desocupado: "É verdade, né? Que horror! Como é que têem coragem?"
Fofoqueira: "Não sei também... deviam se dar o respeito!"
Desocupado: "Tá todo mundo comentando..."
Fofoqueira: "Mas também! Com certeza estão juntos! Que pouca vergonha!!"
Enquanto isso, a garota e o garoto em questão estão se divertindo, conversando coisas úteis com os amigos, ou em suas respectivas casas comendo um churrasco com a família. E quando estão juntos, apenas conversando (porque são realmente apenas bons e grandes amigos), dão risada do que o povo fala... e não deixam de viver e aproveitar suas vidas e o laço de amizade pura e simples que os une.
Faladeira: "Bah, tu viu a roupa que a criatura tá usando! Nossa! É muita coragem!"
Maria-vai-com-as-outras: "Aham, nada a ver com o calçado! Deviam prender ela! Onde já se viu não combinar a roupa!"
Faladeira: "Vai ver ela não tem dinheiro, vai no brechó e compra as calças por 2 pilas! Haha!"
Maria-vai-com-as-outras: "E aquele cabelo! Poxa, cabelo não precisa comprar! Tá horrível de seco, cheio de frizz!! Credo! E a pele pálida?? Vai pegar um sol, por favor!"
Faladeira: "Tu nunca ouviu falar que o sol não nasce para todos??? Hahahaha!"
Enquanto isso, a menina que não se influencia por modas patéticas vai na Redenção com os amigos, senta no chão do jeito que achar mais confortável (sem medo de mostrar o que não deve ou de sujar a roupitcha), toma chimarrão sem se importar se cair um pouco de erva (a roupa é preta mesmo!) e usa o dinheiro que economizou com outras coisas mais úteis. Futilidade não é a praia dela... Algumas pessoas podiam aprender sobre simplicidade com as outras.. tem coisas que o dinheiro não pode comprar, baby!!
Grupinho 1: "Caraca, tu viu o pé-na-bunda que a fulana levou??"
Panelinha 2: "Claro, todo mundo viu. Ele tava traindo ela com a amiga, né?! Ah, até que a menina era mais bonita que ela, vocês viram?"
Grupinho 1: "Não, mas a pessoa tem que tá deixando a desejar para um garoto como ele trocar ela por outra..."
Panelinha 2: "Diz que ela era muito chata, cobrava muito ele... Agora tá aí, chorando pelos corredores..."
Grupinho 1: "A pessoa tem o que merece... se ela encomodou, bem-feito pra ela! E ele é um gatinho, né, quando a fila andar de novo vou pegar uma ficha! Hihi"
Enquanto isso, a garota 'que foi deixada' está na festa, rodeada de amigos, comemorando o término de um relacionamento massante, onde ela já não aguentava mais. Conheceu um carinha lá, estão super a fim um do outro e no momento em que ele trova ela, a menina olha para o lado e reconhece o namorado de uma menina do Grupinho 1 de pegação com a mulher de um cara da Panelinha 2... Já ouviram que o peixe morre pela boca?? Pois é...
Sim, eu já dei muita importância à fofocas e à coisinhas que já falaram sobre mim. Hoje não mais. Resolvi que o que importa é aproveitar a vida, sem olhar para o que terceiros falam. Ninguém tem mais importância para sua vida do que você mesmo. Só tu sabe o que deve fazer, quando fazer e como fazer. Fodam-se os outros! Deixe que falem!! Eles podiam estar fazendo alguma coisa super legal, mas estão falando em você, estão dedicando uma parte preciosa do tempo deles para homenageá-lo. Sim, porque se uma pessoa gasta seus momentos para falar de outra, é porque sua vida a interessa de alguma maneira. Mas você não se interessa por ela, nem pelo que ela pensa. Ignore-a. Deixe que digam o que quiserem. O que importa é que tu é feliz, ou está tentando ser. Se alguém não se conforma com isso, é porque esse infeliz não está satisfeito com a própria vida. Então faça a criança feliz, dê bastante motivos para que ela se divirta pensando em ti, porque no fim, você viveu, você sorriu e você aprendeu... E ela, bem, ela ficou sempre à margem da sua sombra...
Ignorar é o melhor que podemos oferecer a pessoas insignificantes...
Postado por Gysaaa_ às 7:55:00 PM 0 comentários
Divagações...
As aulas de Geografia estão tirando o meu sono. Não pela matéria em si, mas pelo o que as discussões em aula me deixam a refletir. Até o professor que dá Geografia Física me faz embarcar nas viagens dele e me dá o que pensar. Ano passado, no Unificado, embora tenha tido Geografia Humana com o Saul Chervenski, que é um excelente professor, me dava sono e não raro matava várias aulas. Não pelas aulas ou pela matéria, apenas porque relamente não tinha 'aquela' responsabilidade que um vestibulando deveria ter... Bem, não passei no vestibular. Não me abalo, pois não merecia mesmo. Mas esteano, no Objetivo, é diferente. Não vou fazer propaganda de Cursinho porque é patético. Mesmo se tu fizer um curso popular e te empenhar, ou se estudar por conta e dar tudo de si, tu vai passar. Eles te dão só a base, o resto depende de ti. Mas cara, as aulas de geografia é o que me faz pensar que mesmo dormindo só 5 horas por noite tem valido a pena... Ok, não necessariamente fico divagando sobre a matéria crua (eu tento, pelo menos), mas sobre algum comentário que o Maurinto fez. Como ele mesmo diz, 'às vezes eu falo coisas para mim mesmo e deixo vocês com a cabeça deste tamanho'. É verdade, mas é exatamente disso que eu gosto. É isso que torna a aula dele especial e o motivo de não matar as aulas de segunda, e ficar péssima quando é a semana em que trabalho até as 19h. Com certeza estas aulas (e suas reflexões) vão ser o marco deste ano...
Ontem ele comentou que os cursos mais questionadores (como História, Geografia e Jornalismo), o Estado recolheu ao bairro Agronomia. Assim dificulta a possibilidade de uma manifestação, jáque o Campus do Vale e da Saúde ficam quase em Viamão, tão distante do centro de Porto Alegre...
Fiquei viajando nas ideias dele... e não é que faz sentido??
Não a questão geográfica - da qual não discordo em absoluto -, oque me chamou a atenção foi a ideia dos cursos, dos questionamentos, das manifestações...
Tudo bem, meio mundo está careca de saber que Jornalismo é a minha praia, aliás, antes de qualquer coisa, quem me convenceu disso foram meus próprios amigos e conhecidos, isso na época em que ainda queria fazer vestibular para medicina. Imagina! Medicina, logo eu! Enfim, mas mesmo depois de ter me decidido pela carreira dos meus sonhos, nunca tinha percebido a importância da curiosidade na minha vida. Sim, sou questionadora ao extremo. Todos os dias me pego pensando em porque o mundo é assim, em como viemos parar aqui e nos motivos que nos levaram a deixar isso acontecer. Uma constante crise existencial, não apenas acerca de mim, mas do mundo todo. É um questionamento amplo, uma visão geral de um todo que me rodeia. Claro que se formos fracionar (odeio esta palavra porque me lembra matemática! Existe coisa mais prática e sem graça que matemática?? 2+2 é igual a 0 e ponto final. Não há espaço para questionamentos mais profundos. Perdoem-me os colegas das exatas, mas sabe como é, essa tal liberdade de expressão...) esta grande questão, daí surgirão diversas duvidazinhas, mas não quero adentrar neste campo delicado.
O Maurinto (grande Maurinto! Baita professor e puta ser humano!) também explicou mais ou menos o quanto nossa civilização está a um tênue véu da barbárie. Usou o ótimo Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago, para exemplificar. Até me deu vontade de tornar a ler este livro... no intervalo troquei uma ideia com uma colega sobre o contexto e disse a ela que o que se pode dizerdesta obra do Saramago é exatamente o que se vê ao folhear rapidamente o livro: sem diálogo, linguagem crua, clara e direta. Dá a impressão de que o autor engatou na primeira e foi embora. A vontade que tive ao começar a ler também foi esta: não precisar parar de ler até o final do livro. Alguns conhecidos acharam o texto cansativo, maçante. Para mim foi extremamente revelador. O caos que o livro reproduz é o mais próximo do que acredito que será o nosso futuro. Eu diria fim dos tempos, mas analisando mais tecnicamente, o termo que melhor se encaixa deve ser algo como 'recomeço dos tempos'. Como dizia minha avó, 'a dor ensina a gemer', e é fato que nos tornamos mais humanos em momentos de fatalidade. Basta abrir o jornal e ler sobre as catástrofes que vem se abatendo sobre os quatro cantos. Sempre têm os heróis anônimos, pessoas que se sacrificam em nome de outras, ou nem precisam morrer, né?! As ondas de doações que enviamos a outros estados após enchentes e deslizamentos, o choque e vontade de ajudar países arrasados pelas mais variadas tragédias naturais, o luto em massa em compadecimento das famílias que perderam suas meninas no massacre do Realengo. Tudo isso me faz pensar que o ser humano não pode ser assim tão ruim, e que talvez ofim de certos recursos que nos dão comodidade e a queda dos muros que ao longo da vida fomos construindo em torno de nós possa ser o pontapé inicial para uma espécie de Reforma Mundial, ou algo que o valha. Pode ser apenas uma utopia, mas quem sabea humanidade aflore depois da tempestérie?
Mas como tudo, estas informações na qual me baseio também têm uma contrapartida: como pode ser tão fácil catar roupas, alimentos e calçados e mandar à pessoas em outros estados e cidades,e ser tão penoso estender a mão ao mendigo que dorme na calçada da nossa rua? O que o cara que pede um lanche no sinal tem de pior do que o outro que perdeu tudo numa enchente ou terremoto? Só porque ele talvez não tome banho? Porque cheire mal e não se expresse corretamente com a lingua portuguesa? Quem sabe o discriminamos porque o comparamos a um molambo humano, que vai de lixão em lixão se alimentando dos restos que 'generosamente' colocamos no lixo de casa. Mas como sabiamente explicou meu professor, como podemos cobrar a mesma percepçãode vida de uma pessoa que vive à margem da sociedade? Aliás, que sociedade? Pode-se chamar sociedade quem põe fogo em homossexuais? Ou quem atira água fervendo em crianças moradorasde rua (esta eu li no livro "Abusado", do meu ídolo Caco Barcelos)? Talvez os políticos que nos roubam e nos enrolam descaradamente todos os dias, muitas vezes visto à exaustão em rede nacional? Que sociedade errática e distorcida esta em que vivemos, meu Deus? Onde vamos parar se continuarmos assim? Quem sabe em cenas como no filme O Livro de Eli, visão apocaliptica mais real do que o chão se abrindo e engolindo Manhatan. Matar por um pouco de água saloba me parece mais razoável do que tsunamis de 1.500m de altura, como no sucesso cinematográfico '2012'. Perdoe meu raciocínio pouco otimista, mas esta é a mera opinião de uma jovem que nem graduação possui ainda.
Inacreditável como homens que outrora inventaram a roda e conseguiram dominar o fogo (e sobreviveram em condições muito menos propícias que as atuais) regrediram a tal ponto em que se faz necessário uma revanche da Natureza, depois de tanto levar 'porrada'. Inacreditável, aliás, é pouco. Nos tornamos bárbaros outra vez, e desta vez sem razão, pois a ignorância de antigamente já perdemos a muito tempo. Hoje somos capazes de coisas que deixariam nossos ancestrais de cabelo em pé. Não quero me estender (mais) neste assunto, isso daria um caderno inteiro (se isto fosse um caderno). Mas viram como sou questionadora? Não é qualquer resposta que me satisfaz, ou opinião que me convence. Tenho uma percepção apurada das coisas, aliás, a mesma percepção que minha filha de 8 anos possui. A mesma percepção que todos temos se pararmos para pensar na merda que está sendo feita. Guerras motivadas por poder e dinheiro, como na Líbia e no Rio de Janeiro (basta de negar que o Rio está em Guerra civil, é inútil diante do que vemos horrorizados, todos os dias, na televisão), o grande abismo que há entre as classes sociais, o mundo se encaminhando lentamente para algo desconhecido e assustador, pessoas matando outras por motivos fúteis. Não precisa de terremotos, tornados e mais nenhuma intervenção da natureza, vamos nos matar uns aos outros, e os que sobreviverem, Deus tenha piedade. Que ironia, em plena Globalização, onde estamos conectadoscom o resto do mundo a um clique do mouse, é justamente agora que estamos cada vez mais sós, mais enjaulados em nossos mundinhos paralelos. E é essa solidão, essa falta de humanidade, que vai acabar por nos destruir, e nos fazer começar do zero. Termino com a sábia frase de João Guimarães Rosa, que encerra o livro Grande Sertão: Veredas. Não saberia me expressar melhor...
"O diabo não existe não, senhor. O que existe é homem humano"Postado por Gysaaa_ às 10:14:00 AM 0 comentários
Transcende a Abstrai
Crise de existência. É muito útil quando passamos por uma e conseguimos ver nela uma possibilidade de amadurecimento. E hoje me peguei pensando sobre o processo de 'padronização' que vem rolando sem percebermos. Existe uma coisa chamada 'moda' que dita tudo o que nos rodeia: a forma de vestir, o que comer, que música ouvir, como falar, andar, amar (amar?) e, principalmente, a forma de pensar e se expressar. Avaliei minha forma de ver o mundo e refleti se estou no caminho correto, sendo sincera e tendo opinião pra tudo. E sabe o que conclui? Me recuso a sucumbir ao sistema. Durante o meu conflito interno, me questionei se não deveria agir exatamente como as pessoas ao meu redor. Sabe, parece mais fácil. Se deixar levar por aparências, aceitar -ou fingir que aceita - tudo o que te impõem, ser flexível e concordar com as opiniões alheias e pensar como o resto do mundo. Mas percebi que isso não é pensar. É o contrário. Seria mais cômodo sim, com certeza, mas eu não posso. Não consigo. Simplesmente vibro em outra frequência. Eu admiro a essência, as razões e os motivos, o porquê de tudo e o interior das pessoas. Desculpe, mas para mim, beleza não é fundamental. Já me apaixonei por pessoas não tão belas por causa de suas ideias, e me arrependi de ter estado com outras porque eram apenas embalagens vazias ambulantes. Acho que a pessoa vai se tornando bonita conforme suas ideias vão se transpondo, tomando forma e me chamando a atenção. Ela até pode ter um charme físico, mas isso é mero acaso dos genes, intrincados sistemas de DNA que teve sorte de herdar. Mas isso é mundano. Valorizo bem mais a capacidade de raciocínio e a forma como percebe a filosofia de tudo o que nos rodeia. Inteligência é afrodisíaco, sim. Admiro não a roupa que veste, o calçado que usa, a cor do cabelo ou a forma física, mas sim o olhar. Não os olhos, embora olhos claros me deixem sem fôlego (não sexualmente falando, pois admiro muitos olhos femininos e infantis, além dos masculinos). Mas o olhar mesmo, se eles te passam calma, se transparecem uma tempestade interior, curiosidade inquietante acerca do mistério do mundo, da forma como enxerga o que nem todo mundo vê, aquilo que está invisível às vistas normais, de pessoas normais, aquilo que só as pessoas mais atentas e sensíveis ao universo conseguem distinguir. Uma bela conversa pode me manter um dia inteiro ocupada com ela, à parte do mundo. Ao contrário de uma aparência interessante, que cansa os olhos depois de alguns instantes. Meu cérebro e meus ouvidos não cansam de conversas infindas se elas acrescentarem algo, se forem produtivas. Pode ser até com um mendigo, obrigaria meu olfato a falhar e meus preconceitos, poria de lado.
É, normalidade é um conceito bobo e estéril. Quem é normal? Ninguém é. Sinto muito, mas nem você. Se está lendo este blog, é porque guarda em si também alguns dos meus conflitos, se identifica de alguma forma. Se chegou até aqui neste texto, é porque concorda de alguma maneira, ou tem simples curiosidade. A curiosidade nos faz diferente, simplesmente porque a maioria das pessoas -aquelas ditas normais- aceitam tudo e todos sem questionamentos. A vida quis assim, Deus quis assim, alguém quis assim. Ponto final. Isso é seguir o sistema que abomino. Como naquela música "Admirável Chip Novo", da cantora Pitty, que diz o quanto os seres humanos são manipulados e 'carregados' por uma massa invisível e patética chamada normalidade. Me recuso acreditar que as pessoas 'emburreceram', pois o fluxo da vida segue uma evolução. Não deveríamos estar cada vez mais questionadores, críticos e 'humanos'?? Bem, que ironia, nossos antepassados (que nem era considerados homens) inventaram a escrita, a roda e dominaram o fogo, e nós com toda esta tecnologia estamos tão robotizados como o computador no qual digitamos. Engraçada a vida. Uma nova Era se faz necessária, acho. Mentes precisam ser abertas e as vidas precisam tomar outro rumo. Como canta Lobão: "...as pessoas enlouquecem calmamente, viciosamente e sem prazer...".
Decidi que vou continuar bem do jeito que sou. Posso não agradar todo mundo, mas eu não preciso agradar ninguém. Quem tiver que gostar de mim que goste do meu jeito intenso, visceral. Não tenho paciência para meio-termos. Digo o que quero, quando quero, e se quero. Não ligo para o que pensem de mim. A maioria nem pensa, mesmo. Quero tudo aos extremos. Grito de ódio e choro de alegria se me der na telha, sem me importar se vão achar que sou louca. Louco é quem não percebe a simplicidade da vida nas coisas mais leves, comuns e ditas superficiais. Beije mais, leia mais, abrace mais, diga mais 'eu te amo', nada disso que 'eu te amo virou bom dia', pois o que nos resta é 'amar as pessoas como se não houvesse amanhã'. Lembra desta máxima, né?! Grande Renato Russo! Uma palavra pode mudar o dia de alguém. Ou um gesto. Não tenha medo de se expor, de exaltar seus sentimentos. Transcende e abstrai. Engrandece as coisas boas, o que te faz bem, o que te faz ficar em paz contigo e com as pessoas ao teu redor. Seja sempre você mesmo, e se alguém não gostar, mande pro inferno e saia dando risada. Tu não precisa de pessoas assim ao teu lado. Gente que só te põe triste e pessimista. Abstraia essa gente do teu mundo. Delete tudo o que te faz mal, que seja nocivo pra sua saúde psicológica e física também. Pessoas venenosas existem e elas te deixam doente. Pensamentos também podem destruir um sonho, então abstrai isso também. Não ligue para o que te dizem. Segue teu coração. Se falarem mal de você, apenas diga 'da próxima vez me chamem, sei coisas terríveis a meu respeito!'. Espairece tua alma, deixa livre teu espírito, abre o teu coração e aceita a vida como um todo, com tudo o que tem de belo e de cruel. Amar é sofrer sim, mas se todos os nossos sofrimentos fossem motivados por amor, o mundo seria muito melhor. Se eu tiver que errar novamente, que seja por algo bom. Que Deus me permita o reflexo do pulo certo no momento exato, se for preciso. E que em cada tombo eu aprenda uma nova lição, que eu não me permita o sentimento de derrota, porque sei dentro de mim que tudo trás um aprendizado, e derrota não existe, apenas batalhas mal-acabadas.
Bem, acho que dei este recado a mim mesma, estou precisando me situar, e é mais fácil pensar no que os outros dizem. Então digo isso como se fosse para terceiros, mas vou utilizar em minha própria vida.
Sou diferente, sou reflexiva, intuitiva, sensível, e o que faz de mim alguém à margem deste sistema fadado à derrota, é o que me dá forças para continuar e tentar espalhar o amor e boas vibrações por onde quer que seja.
Lembre-se: de nada valerão belos olhos se a cabeça maquina vazia. Valorize o que as pessoas têm de bom e de pensante, e não o que elas vestem ou comem. Já é um grande passo para a transformação.
Postado por Gysaaa_ às 7:40:00 AM 0 comentários
[Das] Descobertas
Somos carentes mesmo, e é tão esquisito que nestes tempos de globalização as pessoas tenham cada uma o seu universo particular... O problema é que não permitimos que os outros nos adentrem por inteiro. Tu faz uma propaganda, e deixar que descubram seus defeitos pode acabar com o plano. Então para não correr o risco de se entregar inconscientemente - e para se livrar do peso da omissão -, acabamos por nos esquecer e cuidar somente o ponto fraco dos outros. E para ser sincero, não basta admitir que temos celulite, estria, culote, bunda caída e flácida e pernas brancas, e qualquer outro defeito físico. Isso as pessoas enxergam por si só - sobretudo se forem mulheres. O que tem que ser feito é acabar com o ciclo da autosabotagem física e abrir a mente para a psicológica, a emocional. Esta é a que importa. É esta que vai definir se as pessoas que estão com você vão continuar ao seu lado ou vão se mandar. Esquece sua bunda! Tem gente o suficiente olhando para ela agora, e ela não vai ficar mais em pé, mais rígida ou morena. Então relaxa, baby!
Postado por Gysaaa_ às 8:19:00 PM 0 comentários
De conselhos e outros Demônios...
Conselho é ridículo. Mais ridícula ainda é a pessoa que se presta a pedí-lo. Alguém alguma vez já deu ouvidos ao que outra pessoa falou da sua vida?? Tu já fez exatamente aquilo que teu amigo aconselhou, porque isso era 'o melhor para você'? Fala sério, de nossas vidas sabemos nós, e se nós não sabemos, tampouco saberá uma terceira pessoa, que não entende o que se passa em nossa cabeça e não sabe como funciona nosso coração.
Conselhos temos que pedir a nós mesmos, porque somos os únicos autorizados a dar ou 'des'dar um rumo na nossa vida. Ela nos pertence, e os problemas e caminhos a seguir são como questões de vestibular (e de vestibular eu entendo!): a compreensão da questão (ou problema) faz parte da prova. É muito fácil e cômodo pôr nas mãos de outros nosso destino, porque uma decisão tomada agora vai influenciar de alguma maneira lá na frente. Agora pense que se a pessoa tiver uma percepção diferente da sua ou não sentir como você, o conselho que você seguir pode dar errado ou te levar para um caminho que não era o apropriado, e tu não vai poder culpar quem te aconselhou. Se a decisão de seguir ou não um conselho só cabe à você, porque então não tomar a responsabilidade toda de uma vez e arriscar achar a resposta sozinho? É muito mais gratificante...
Estou num impasse. Estou sofrendo um bocado. E sei que está errado. Pessoas me dizem para decidir pelo melhor e até me dão dicas, mas só quem sabe de mim sou eu. Gosto de conversar, trocar ideias, ás vezes ajuda a abrir a mente e te dar boas soluções. Mas só se a pessoa está em sintonia com você e compreende o que tu fala letra por letra. Agora, de ouvir e dar a sua versão pelo lado de quem está de fora para dizer como deve ser, há um grande abismo. Pedia muitos conselhos, mas como nunca segui nenhum, resolvi que esse tipo de coisa só serve para deixar nossa cabeça mais confusa. Como diz Pedro Bial (antes de se 'desmoralizar' virando um simples apresentador de BBB), 'conselho é uma forma de nostalgia'.
Sigo meu coração, não importa para onde vá, e se ele já foi traiçoeiro. Se estou sentindo dor, pois que doa pelo tempo que for necessário. Se estou triste, me resta então apenas chorar. Se pensar no problema me faz bem - ou mal -, continuarei pensando, infelizmente não disponho de um botão 'on-off'. Só eu posso saber o momento certo de dar fim a tudo, e esse momento será aquele em que eu estiver madura o suficiente para aceitá-lo. As fossas servem para a gente amadurecer, e eu quero e aceito da vida o que ela tem para me ensinar. A hora que eu pensar 'chega! vou me reerguer agora!', será o momento em que frearei meu coração e darei um novo sentido à ele.
Nossa, dói muito, parece que perdi um pedaço da minha alma. Mas tudo é passageiro, e sei que depois não lamentarei mais, tudo faz parte e temos que ser humildes para reconhecer cada sinal que nosso espírito nos manda. Meu momento atual é de reconhecimento próprio, do que eu estava sentindo e de desligamento de algo que não me serve mais, e só posso alcançar isso com minhas lágrimas e minha autopiedade. Fui programada assim. Paciência. Quando chegar minha hora de me erguer, pode ter certeza de que farei isso. Mas não me digam o que fazer, as minhas próprias opções já me deixam louca e exausta, não me chateiem mais por amor de Deus! Apenas me escutem então, se querem mesmo me ajudar. A capacidade de ouvir é o maior dom que Deus podia ter nos dado. Para isso temos dois ouvidos e uma só boca. Palavras de compreensão são mais que úteis, podem melhorar ou estragar o dia de alguém. Obrigada a todos que se preocupam comigo, mas eu vou ficar bem, é só um inferno astral, todos passamos por isso, e uma hora você também vai passar. Aí tu vai perceber a diferença entre conselhos X palavras amigas. E finalmente vai entender que não sou mal-agradecida, apenas quero ter o prazer de tomar minhas próprias decisões, e arcar com suas consequências se for o caso. Se entender isso, sei que posso contar com seu ombro amigo depois.
Não deixe que ninguém se meta na sua vida, nem dê palpites em assuntos íntimos, ideias são boas quando elas forem possíveis. Não deixe que te digam 'ah, esquece isso', ou 'desliga um pouco', ou então a pior de todas 'você sabe que está errado, então porque simplesmente não faz de outro jeito?'. Pode parecer simples para qualquer um, menos para quem está sentindo. E ouvir isso dói.
Bem, isto é um conselho. Siga se quiser, mas lembre-se de que você tem capacidade o suficiente para deduzir isso tudo por si só.
Postado por Gysaaa_ às 1:33:00 PM 0 comentários
Ironias..
Vi na MixTV, no clipe e letra... é muito interessante, principalmente duas estrofes:
Sr. Segurança estava com medo de voar
Ele fez suas malas e deu um beijo de adeus em seus filhos
Ele esperou sua maldita vida inteira para pegar aquele vôo
E enquanto o avião caía ele pensou
"Bem, isso não é legal."
E isso não é irônico? Você não acha?;
Bem, a vida tem uma engraçada maneira
De te atrapalhar quando você pensa que está tudo bem e tudo está dando certo
E a vida tem uma engraçada maneira
De te ajudar quando você pensa que tudo deu errado e tudo explode na sua cara;
Um congestionamento quando você já está atrasado
Um sinal de "Não Fume" na sua pausa para o cigarro
É como dez mil colheres quando tudo o que você precisa é de uma faca,
É conhecer o homem dos meus sonhos e então conhecer sua linda esposa.
E isso não é irônico? Você não acha?
Um pouco irônico demais... E, sim, eu realmente acho...
A estrofe do meio é hilária!!! E não é que é verdade??
Tô esperando a hora que a vida vai me ajudar... tomara que não demore muito... tô meio de saco cheio já, sabe?!
Mas sei que essa semana vai ser melhor... a dor só toma conta de nós se permitirmos isso, e não estou mais disposta a deixar a tristeza tomar conta de mim...
Acho que até ficar bem de novo, não vou mais escutar esta música...
Deus foi muito sábio quando nos deu o dom de chorar, nada nos faz melhor do que pôr para fora aquilo que nos sufoca... só que eu queria poder jogar fora tudo de uma vez, e não a prestação... é meio cansativo... :(
Postado por Gysaaa_ às 4:41:00 PM 0 comentários
Ponto e basta!
Deus deve amar muito as pessoas estúpidas... Ele fez tantas...
Quer saber?? Parei de tratar com prioridade quem me trata como opção!!!
Ponto e basta!!! Canseeeei!!!! :(
Não sou palhaça de ninguém! Não preciso disso, meu marido tem dois empregos (obrigada Rochele, pela inspiração!)!!!
Sem paciência... sem vontade... quero uma coca-cola e um cobertor... quero alguém para quem possa confessar todas as minhas fraquezas, alguém que não me julgue, alguém que entenda que somos todos meros seres humanos, erráticos e imperfeitos... que me diga o que preciso saber e não o que quero ouvir, mas de uma forma delicada e que não me faça chorar mais...
Eu amo minha vida, mas às vezes ela me dá tanto trabalho...
Tô cheia disso tudo!!
Um pouco de paz e de monotonia, é só do que preciso...
Postado por Gysaaa_ às 4:15:00 PM 0 comentários
Amigos Distraídos...
Hoje eu percebi a importância de um amigo. A real importância, digo. Não apenas o fundamento básico, que é o carinho mútuo e as conversas jogadas fora, a companhia para a festa ou para o chimarrão e quem sabe uma noite de jogos de carta, ou twister, talvez até imagem e ação. Isso tudo podemos fazer com qualquer colega ou conhecido, essas atividades não necessitam ser feitas apenas com nossos amigos, mas com qualquer chegado mais próximo. O que diferencia o amigo é justamento a amizade. Não, isso não é uma redundância. É a amizade que nos mostra quem é nosso amigo e quem é nosso mero conhecido.
Apenas o fato de duas pessoas não se odiarem não quer dizer que sejam amigos. Podem se falar, tomar uma cerveja (ou uma coca-cola) juntos, brincarem, se divertirem e perguntar dos familiares, mas isso não significa necessariamente que se preocupem um com o outro, podem ser indiferentes e se tratar de educação, simples e pura.
O que denota o amigo é isso, é a preocupação constante, é o fato de estar sempre disponível, seja para uma hora boa ou ruim, e se não puder ser de corpo presente, que seja de orkut, msn, twitter, celular ou qualquer outra forma, hoje a tecnologia nos possibilita isso e nos impede de achar a desculpa da falta de meios para se comunicar. Chego quase meia-noite em casa e mesmo exausta, com fome e sono, arranjo 5 minutos para mandar um scrap à uma amiga que rompeu com o namorado e está na fossa; mesmo trabalhando, me obrigo a ter 10 minutos de conversa ao celular com alguém que me seja especial, se essa pessoa está com algum problema, ou só queira me contar uma novidade, por mais insignificante que ela seja para mim. Aliás, errata: nenhuma novidade de amigo pode ser insignificante, se você de fato se importa com essa pessoa. Tudo o que diz respeito a ela, diz respeito à você, porque ambos têm essa ligação que os diferencia dos demais companheiros de caminhada. Amizade é isso.
Agora, não consigo compreender a pessoa cuja prioridades do dia o impeçam de 'desperdiçar' alguns minutos a um amigo, ao mesmo amigo que provavelmente largaria tudo o que estivesse fazendo e iria ao seu encontro no instante em que soubesse que você estava com problemas. Não gosto de julgar, por muito tempo fui assim, mas como disse, hoje disponibilizamos de muitos meios, e às vezes até uma ligação ou um torpedo já ajudam um bocado. Pode não ser o mais apropriado, mas é melhor que o silêncio.
Eu tenho inúmeros companheiros, colegas e conhecidos, e possuo amigos de verdade. Não são muitos, mas para mim são o suficiente. Nem sempre estão por perto - às vezes também por culpa minha -, a vida de todos é uma correria sem fim, e compreender a falta de tempo para ir no Gasômetro no fim de semana, já que podem ser os únicos dias que a criatura tem para arrumar a casa, cuidar da familia e tentar descansar também faz parte da dita amizade. Mas eles sempre estão por perto, em msn, orkut, facebook, rápidos encontros no ônibus e ligações durante o dia. Tento suprir a expectativa que todos têm de mim, e me preocupo infinitamente com suas vidas.
Hoje precisei de alguém. Acordei já cansada, meio triste nem sei porque -acho que pelo próprio cansaço mesmo-, desmotivada. Na primeira hora da manhã ouvi desaforos de um cliente mal-humorado e pronto, desabei. Evitei o choro convulsivo pensando que meio-dia iria conversar com o amigão que tenho no serviço, aquele que sempre esteve presente em quase todos os momentos, que parece me entender e me escuta como ninguém. Mas ele não fez o intervalo comigo. Me convidou para almoçar com ele e outros colegas. Não fui, lógico, no estado de espírito em que me encontro não é aconselhável a sociabilidade, me sentia vulnerável e chata. Acontece que eu esperava que percebendo então (dava para ver no meu rosto, com certeza!) que eu não me sentia bem, ele fosse mudar de ideia e me escutar, ou se não falássemos sobre isso que fosse sobre outra coisa para me distrair, ou se não fôssemos conversar que ficássemos apenas ali, na frente da Simpala, mas lado a lado para eu não me sentir sozinha. Mas não. Fiquei uma hora e meia rateando pela empresa, me batendo daqui e dali, tentando estudar, tirando um cochilo, me forçando a almoçar. E isso me deixou pior. Agora estou conversando com um computador, porque o amigo que considero tanto e que achava ser recíproco não me deu o ombro quando eu mais precisei dele, e isso me põe caraminholas na cabeça.
Não quero questionar sua amizade por mim, nem a importância que essa amizade tem na sua vida. Sei de mim, e como não gosto que me julguem, não me permito fazer o mesmo. Mas foi quase um choque de realidade. Fico me perguntando o quanto as coisas mudam com o tempo. Não o tempo emocional, mas o tempo cronológico mesmo. As pessoas não têm mais tempo para as outras. Avaliando assim me questiono quantas vezes fiz o mesmo, deixei passar despercebida a necessidade de uma conversa, de um ouvido ou da minha presença apenas. Não sou uma amiga 100%, disso tenho certeza, embora me esforce, e é nesse esforço que ao menos um olhar compreensivo tento dar, ou um abraço, ou uma linha escrita.
Estou mega magoada, e fico pior ao pensar que talvez muitas vezes alguém que eu amo possa ter pensado o mesmo de mim...
Acho que depende de mim continuar chateada com ele - que afinal não tem culpa nenhuma, pois também tem outros amigos a quem dar atenção - ou não, afinal, alguém sempre tem que ceder, né?
Mas como é difícil passarmos por um dia ruim sozinhos...
Á todos os meus amigos que um dia deixei na mão também, minhas sinceras desculpas. Agora sei o quanto dói. Todos erramos e todos devemos perdoar. E vou dar uma trégua ao Diego, afinal, já devo ter estado no lugar dele várias vezes. E meus friends, vocês foram vingados!! Hehe :P
Postado por Gysaaa_ às 4:06:00 PM 0 comentários
Coisas Simples...
Você é a saudade que sente da sua mãe, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, vc é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisou, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá.
Você é o que ninguém vê.
(Li isto em algum lugar, e desconheço o autor.)
Postado por Gysaaa_ às 5:38:00 PM 0 comentários



















