Inquietações: [Das] Descobertas
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[Das] Descobertas

quinta-feira, 31 de março de 2011

Hoje, no meio da aula de Química, devaneando em meus pensamentos irrequietos, tive uma (grande) descoberta. Nada de Sistemas Materiais, Nox, Estequiometria, Tabela Periódica. Não, isso são conhecimentos mundanos. O que eu descobri é 1000X mais útil e difícil de saber. Não é um cálculo, uma aplicação ou uma teoria. Se fosse assim, bastava procurar nos livros didáticos ou até de leitura que pipocam por aí. E sinceramente não muda em nada a minha vida. Quer dizer, até vou usar né, mas depois de janeiro de 2012 poderei aposentar estes conceitos. Aquilo que cheguei a conclusão hoje as 21h vai me acompanhar por toda a vida, e me auxiliar no entendimento dela.
Descobri que sou insegura, carente, neurótica, impulsiva, emocional. Ou seria emotiva? Na dúvida, sou os dois! Hajo seguindo o coração, 99% das vezes, e assim me dei conta que provei da vida tudo o que ela tem de bom e de mau, nos seus extremos. Adoro intensidade. Já sofri tanto que pensei que fosse morrer. Na hora foi ruim, mas me deu a certeza de poder aguentar tudo, a certeza da minha força perante as dificuldades, sejam elas quais forem. Se sobrevivi ao amor e seus dissabores, então não tenho dúvidas de poder enfrentar qualquer coisa. 
Mas também já fui tão, tão, TÃO feliz que pensei poder explodir de tanta felicidade. E esses momentos, nossa, são minhas melhores lembranças. E motivações. Porque graças a eles conheço o gosto da vitória e do êxtase em me sentir completa.
Como é bom descobrir - e assumir para mim própria - que não sou perfeita!! Tenho coração, sentimentos, personalidade. Sinto amor, paixão, ódio, amizade, inveja, gratidão. Todos sentimos, mas as pessoas assumem apenas suas qualidades. Estou aqui digitando meus defeitos, porque sei que sou errática, finalmente abro minha mente para o que me faz um ser humano. Não posso ser boa 100% do tempo. 
Se não me reconhecem, a mim e meu trabalho, fico braba mesmo, espumo pela boca e quero matar meio mundo. Não é culpa de ninguém, nem minha. É instinto. Se alguém alcança o topo mais rápido que eu e sem metade do esforço, sinto inveja sim, porque é natural tu também querer conseguir algo sem precisar penar. Se o outro pode, por que eu não? Não é olho, é apenas curiosidade e tristeza por saber que não importa o motivo do outro ter conseguido, você só pode dar conta da sua vida e vai ter que continuar tentando e se esforçando, com orgulho e de cabeça erguida. Se o outro tem 'QI (quem indique)", eu preciso recorrer à única arma que tenho: o talento. E não é fácil.
Se alguém ganha a atenção do meu melhor amigo eu sinto ciúme, sem vergonha! Somos individualistas, TODOS nós, mesmo que em apenas um  momento da vida, gostaríamos de ser absolutos e insubstituíveis. Ou melhores. Mas é impossível. Tu pode ser a melhor pessoa segundo seus conceitos, ou o conceito dos teus amigos próximos, mas sempre haverá alguém mais encantador que você, alguém que vai te superar. Temos que aprender a lidar com isso. Na verdade, temos que aprender a entender isso.
Quando sou amiga, sou amiga até debaixo d'água. Quando amo, sou intensa, profunda e patética. Amo incondicionalmente, sem medidas, sem razão, sem cuidados. Me entrego até o osso. Foda-se o depois, a paixão é a melhor coisa que existe! Quando sofro, choro aos gritos e soluços, até ficar desgastada o suficiente para adormecer com os olhos cheios d'água.
Da mesma forma, fico alegre ao extremo, dou o máximo que esperam de mim, procuro superar expectativas e ser diferente de tudo, para assim marcar memória e permanecer nas pessoas. Quero ser diferente, mas na real sou igual a todo mundo. Aliás, você é que é igual a mim. Basta admitir para si os seus defeitos e se livrar deste estereótipo de 'fazer tudo bem e melhor, ser boa e omissa'. Seja ótimo quando for bom, mas se precisar ser mal, seja melhor ainda! Porque não somos bonecos, somos pessoas, e essa droga de mundo é uma escola mesmo! Aproveitemos para abusar das profundidades! Não me venha com meio-termos. Como diz o Diego Zanella, meu antigo professor de matemática, 'aai que nooojo!'.
Somos carentes mesmo, e é tão esquisito que nestes tempos de globalização as pessoas tenham cada uma o seu universo particular... O problema é que não permitimos que os outros nos adentrem por inteiro. Tu faz uma propaganda, e deixar que descubram seus defeitos pode acabar com o plano. Então para não correr o risco de se entregar inconscientemente - e para se livrar do peso da omissão -, acabamos por nos esquecer e cuidar somente o ponto fraco dos outros. E para ser sincero, não basta admitir que temos celulite, estria, culote, bunda caída e flácida e pernas brancas, e qualquer outro defeito físico. Isso as pessoas enxergam por si só - sobretudo se forem mulheres. O que tem que ser feito é acabar com o ciclo da autosabotagem física e abrir a mente para a psicológica, a emocional. Esta é a que importa. É esta que vai definir se as pessoas que estão com você vão continuar ao seu lado ou vão se mandar. Esquece sua bunda! Tem gente o suficiente olhando para ela agora, e ela não vai ficar mais em pé, mais rígida ou morena. Então relaxa, baby!
Como é fácil admitir certas coisas quando tu começa a pensar realmente nelas... deveriam ensinar isso nas salas de aula! Bem mais útil que Fórmula de Báskara!
Irônico que a aula de uma ciência exata me faça pensar justamente em uma matéria tão humana!!!

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