As coisas nem sempre são o que parecem. Ou elas nunca voltam a ser
como haviam sido outrora. A efemeridade das coisas paira sobre nossas
vidas, impossibilitando o amanhã de ser igual ao que foi o hoje. Isto seria
bom, não fosse a confusão que causa em nossos sentimentos meramente
humanos.
Há situações em que o coração e/ou os sentidos tem de dar
espaço a algo mais sólido e próximo do real. É dolorido? É, é sim. Mas é
também necessário, visto que nem sempre as escolhas que fazemos
visando o bem sentimental são as corretas, ou as mais seguras. Talvez
nossa real necessidade seja nos autofirmar perante uma situação atípica,
mostrar a nós mesmos que quebrar tabus e transgredir regras faz parte
da vida e do autoconhecimento.
Mas sabe, depois que se faz isso pela primeira vez perde um pouco o
sentido de agir novamente da mesma maneira. Acabam-se aí as
desculpas. Há quem diga que o ser humano está em constante reciclagem
e muda conforme o 'meio', adaptando-se assim às dificuldades e tendo
mais facilidade para interagir com os outros e consigo mesmo.
Sim sim. Blá-blá-blá! Mas estou farta destas especulações!
Quero saber o motivo de ficar - talvez ser - tão confusa. Se algo nos
faz bem, então por que o questionamos?? E se sabemos que uma coisa
não está certa, por que insistimos em pensar nela? Sim, porque o
pensamento é um demônio interno que temos de enfrentar todo santo dia,
e é claro que isto faz parte de toda a droga de autoconhecimento
que já citei 'n' vezes aqui.
Uns me diriam "hey, vá em frente, que mal há em se conhecer um
pouquinho??". Mas sei que não é assim. Quando outras pessoas
estão em jogo, qualquer movimento tem de ser friamente calculado.
Não sei se isso faz parte das regras, mas não há como passar por cima
de sentimentos alheios sem ferir os meus próprios. Não há jeito,
tenho que aprender a deixar de lado o que me atormenta, porque se
faz isso deve ser porque de alguma forma é nocivo pra mim...
As vezes penso "mas que se dane tudo! Quero mais é extravasar!!!"..
Mas e se eu me ferir?? Não podemos dar força a certas ideias, senão
elas acabam por te engolir, e quando a vida está boa, não nos resta
outra saida a não esquecer, e não apenas fingir que esqueceu, o que nos
faz pirar.
Seria algo simples e indiscutível se toda a ação não dependesse
exclusivamente do coração da gente... mas vamos seguindo adiante,
que ainda temos muito a aprender sobre autocontrole, e cada conflito
nada mais é que a escola da vida, nos aplicando uma prova surpresa e
sem consulta...
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