Inquietações: Amigos Distraídos...
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Amigos Distraídos...

domingo, 27 de março de 2011

                                                                     
                                                                     
                                                                     
                                            Hoje eu percebi a importância de um amigo. A real importância, digo. Não apenas o fundamento básico, que é o carinho mútuo e as conversas jogadas fora, a companhia para a festa ou para o chimarrão e quem sabe uma noite de jogos de carta, ou twister, talvez até imagem e ação. Isso tudo podemos fazer com qualquer colega ou conhecido, essas atividades não necessitam ser feitas apenas com nossos amigos, mas com qualquer chegado mais próximo. O que diferencia o amigo é justamento a amizade. Não, isso não é uma redundância. É a amizade que nos mostra quem é nosso amigo e quem é nosso mero conhecido. 
Apenas o fato de duas pessoas não se odiarem não quer dizer que sejam amigos. Podem se falar, tomar uma cerveja (ou uma coca-cola) juntos, brincarem, se divertirem e perguntar dos familiares, mas isso não significa necessariamente que se preocupem um com o outro, podem ser indiferentes e se tratar de educação, simples e pura.
O que denota o amigo é isso, é a preocupação constante, é o fato de estar sempre disponível, seja para uma hora boa ou ruim, e se não puder ser de corpo presente, que seja de orkut, msn, twitter, celular ou qualquer outra forma, hoje a tecnologia nos possibilita isso e nos impede de achar a desculpa da falta de meios para se comunicar. Chego quase meia-noite em casa e mesmo exausta, com fome e sono, arranjo 5 minutos para mandar um scrap à uma amiga que rompeu com o namorado e está na fossa; mesmo trabalhando, me obrigo a ter 10 minutos de conversa ao celular com alguém que me seja especial, se essa pessoa está com algum problema, ou só queira me contar uma novidade, por mais insignificante que ela seja para mim. Aliás, errata: nenhuma novidade de amigo pode ser insignificante, se você de fato se importa com essa pessoa. Tudo o que diz respeito a ela, diz respeito à você, porque ambos têm essa ligação que os diferencia dos demais companheiros de caminhada. Amizade é isso.
Agora, não consigo compreender a pessoa cuja prioridades do dia o impeçam de 'desperdiçar' alguns minutos a um amigo, ao mesmo amigo que provavelmente largaria tudo o que estivesse fazendo e iria ao seu encontro no instante em que soubesse que você estava com problemas. Não gosto de julgar, por muito tempo fui assim, mas como disse, hoje disponibilizamos de muitos meios, e às vezes até uma ligação ou um torpedo já ajudam um bocado. Pode não ser o mais apropriado, mas é melhor que o silêncio.
Eu tenho inúmeros companheiros, colegas e conhecidos, e possuo amigos de verdade. Não são muitos, mas para mim são o suficiente. Nem sempre estão por perto - às vezes também por culpa minha -, a vida de todos é uma correria sem fim, e compreender a falta de tempo para ir no Gasômetro no fim de semana, já que podem ser os únicos dias que a criatura tem para arrumar a casa, cuidar da familia e tentar descansar também faz parte da dita amizade. Mas eles sempre estão por perto, em msn, orkut, facebook, rápidos encontros no ônibus e ligações durante o dia. Tento suprir a expectativa que todos têm de mim, e me preocupo infinitamente com suas vidas.
Hoje precisei de alguém. Acordei já cansada, meio triste nem sei porque -acho que pelo próprio cansaço mesmo-, desmotivada. Na primeira hora da manhã ouvi desaforos de um cliente mal-humorado e pronto, desabei. Evitei o choro convulsivo pensando que meio-dia iria conversar com o amigão que tenho no serviço, aquele que sempre esteve presente em quase todos os momentos, que parece me entender e me escuta como ninguém. Mas ele não fez o intervalo comigo. Me convidou para almoçar com ele e outros colegas. Não fui, lógico, no estado de espírito em que me encontro não é aconselhável a sociabilidade, me sentia vulnerável e chata. Acontece que eu esperava que percebendo então (dava para ver no meu rosto, com certeza!) que eu não me sentia bem, ele fosse mudar de ideia e me escutar, ou se não falássemos sobre isso que fosse sobre outra coisa para me distrair, ou se não fôssemos conversar que ficássemos apenas ali, na frente da Simpala, mas lado a lado para eu não me sentir sozinha. Mas não. Fiquei uma hora e meia rateando pela empresa, me batendo daqui e dali, tentando estudar, tirando um cochilo, me forçando a almoçar. E isso me deixou pior. Agora estou conversando com um computador, porque o amigo que considero tanto e que achava ser recíproco não me deu o ombro quando eu mais precisei dele, e isso me põe caraminholas na cabeça. 
Não quero questionar sua amizade por mim, nem a importância que essa amizade tem na sua vida. Sei de mim, e como não gosto que me julguem, não me permito fazer o mesmo. Mas foi quase um choque de realidade. Fico me perguntando o quanto as coisas mudam com o tempo. Não o tempo emocional, mas o tempo cronológico mesmo. As pessoas não têm mais tempo para as outras. Avaliando assim me questiono quantas vezes fiz o mesmo, deixei passar despercebida a necessidade de uma conversa, de um ouvido ou da minha presença apenas. Não sou uma amiga 100%, disso tenho certeza, embora me esforce, e é nesse esforço que ao menos um olhar compreensivo tento dar, ou um abraço, ou uma linha escrita.
Estou mega magoada, e fico pior ao pensar que talvez muitas vezes alguém que eu amo possa ter pensado o mesmo de mim...
Acho que depende de mim continuar chateada com ele - que afinal não tem culpa nenhuma, pois também tem outros amigos a quem dar atenção - ou não, afinal, alguém sempre tem que ceder, né?
Mas como é difícil passarmos por um dia ruim sozinhos... 
Á todos os meus amigos que um dia deixei na mão também, minhas sinceras desculpas. Agora sei o quanto dói. Todos erramos e todos devemos perdoar. E vou dar uma trégua ao Diego, afinal, já devo ter estado no lugar dele várias vezes. E meus friends, vocês foram vingados!! Hehe :P

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